Enamed expõe quase 14 mil formandos sem base para exercer medicina, diz presidente do CFM
Quase 14 mil médicos formados em 2025 saíram de faculdades com notas 1 e 2 no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica). Para José Hiran Gallo, presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), o resultado “é assustador”. A prova foi prestada por 36 mil concluintes de cursos de medicina. “São 13.871 mil graduados em medicina que receberão diploma e registro para atender a população sem terem competências mínimas para exercer a medicina. Isso coloca em risco a saúde e a segurança de milhões de brasileiros”, afirma Gallo.
Estão nas faixas 1 e 2 da escala do Enamed as instituições em que menos de 60% dos estudantes concluintes alcançaram a proficiência mínima na prova. Os resultados variam de 1, o pior, a 5. “Quando mais de um terço dos egressos de medicina obtêm desempenho considerado insuficiente pelo próprio MEC [Ministério da Educação], estamos diante de um problema estrutural gravíssimo”, alerta.
Para o CFM, o resultado do Enamed mostra que a expansão acelerada de cursos, especialmente no setor privado, não foi acompanhada de critérios mínimos de qualidade, infraestrutura e campo de prática adequados. Das 24 faculdades de medicina que tiraram nota 1, são 17 particulares. Já entre aquelas 83 que atingiram o conceito 2, são 72 privadas.
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