Comissão aprova convocação de irmãos de Toffoli e convites a ministros do STF e à esposa de Alexandre de Moraes
A CPI do Crime Organizado no Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (25), medidas que atingem o círculo familiar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. O colegiado determinou a convocação dos empresários José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do magistrado, além de Mario Degani, primo de Toffoli e fundador do resort Tayayá. As investigações apuram a sociedade da família na Maridt Participações, empresa que integrou o grupo responsável pelo empreendimento paranaense e iniciou a venda de suas cotas em 2021.
O foco dos parlamentares recai sobre a transação em que fundos ligados ao Banco Master adquiriram a participação dos irmãos do ministro no resort. O caso ganha contornos de conflito de interesses, uma vez que Dias Toffoli era o relator de processos envolvendo a instituição financeira no STF, tendo deixado a função apenas em fevereiro, quando a relatoria passou ao ministro André Mendonça. Diante dos indícios, a comissão autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master, da Maridt Participações e da Reag Trust.
Além das quebras de sigilo, foram determinados os depoimentos de Daniel Vorcaro, proprietário do Master, e de outros executivos da instituição. Em uma movimentação de alto impacto político, os senadores também aprovaram convites para que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, juntamente com a advogada Viviane Barsi, esposa de Moraes, prestem esclarecimentos. Diferente das convocações impostas aos empresários, o comparecimento dos magistrados e da advogada não possui caráter obrigatório por se tratar de um convite formal da casa legislativa.
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