sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

"Se filho meu tiver metido nisso, será investigado" 



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que todas as pessoas envolvidas em suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) serão investigadas, independentemente de vínculos pessoais ou políticos.

“Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado. Se tiver, o Haddad vai ser investigado. Porque é o seguinte, cara, é o seguinte, não é possível você admitir, num país em que milhões de aposentados ganham um salário mínimo, você ter alguém tentando expropriar o dinheiro do aposentado, com promessas falsas”, afirmou o presidente durante coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (18).

O nome do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, apareceu em depoimento de testemunha ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Antônio atuava em nome de associações e entidades de servidores, intermediando a autorização dos descontos e recebia percentuais desses valores por meio de empresas de sua propriedade.

O irmão de Lula, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, também é citado nas investigações. Ele é diretor vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, Sindinapi, uma das entidades investigadas pelos desvios indevidos.

Lula lembrou que o governo já devolveu recursos a milhões de beneficiários prejudicados. De acordo com o presidente, cerca de quatro milhões de aposentados receberam a restituição de aproximadamente R$ 2,75 bilhões referentes a descontos irregulares.

Ao comentar o andamento da CPI, o presidente afirmou que defende investigações com seriedade e sem seletividade. “Todas as pessoas que estiverem envolvidas, diretamente ou não, vão ser investigadas pela Polícia Federal. Ninguém ficará livre”, declarou.


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