Exército se prepara para guerra do futuro e quer 20% de tropas em prontidão
Diante de um ambiente internacional cada vez mais conturbado, o Exército Brasileiro está fazendo um novo mapeamento dos riscos e ameaças à defesa nacional, que deve ficar pronto nas próximas semanas e ser submetido aos generais do Alto Comando provavelmente em junho.
Sem alarde, uma portaria assinada pelo comandante Tomás Paiva aprovou formalmente a política de transformação da força terrestre, que fornece pistas de como esse "novo" Exército se prepara para os conflitos contemporâneos e para as guerras do futuro.
O documento aponta para mudanças no desenho institucional, nas capacidades, na doutrina e na formação dos militares.
De acordo com o projeto de transformação do Exército, pelo menos 20% das tropas deverão manter "elevado grau" de prontidão para eventual resposta imediata a ameaças externas.
O projeto engloba ainda eixos de transformação nas áreas de capacidades, doutrina e de formação. Na última, por exemplo, menciona-se a capacitação para o emprego militar de tecnologias "emergentes e disruptivas".
As diretrizes da política deverão ser discutidas ao longo do ano e submetidas ao Alto Comando do Exército no fim deste ano. Suas ações serão incorporadas "de imediato" no atual plano estratégico da força, que abrange o período 2024-2027, de nortear o ciclo 2028-2031.
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