Cuba alerta que ação militar dos EUA provocaria "banho de sangue"
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse nesta segunda-feira (18) que qualquer ação militar dos EUA contra a ilha caribenha levaria a um "banho de sangue" com consequências incalculáveis para a paz e a estabilidade da região.
"Cuba não representa uma ameaça", escreveu Díaz-Canel em um post no X.
Os comentários vêm na sequência de uma reportagem do site Axios publicada neste domingo (17), citando informações confidenciais, que dizia que a ilha havia adquirido mais de 300 drones militares e discutido planos para usá-los para atacar a base naval dos EUA na Baía de Guantánamo, navios militares americanos e Key West, na Flórida.
Nas ruas de Havana, alguns moradores disseram que resistiriam a qualquer ataque, apesar das profundas dificuldades econômicas da ilha.
O regime cubano, inimigo de Washington há gerações, está sob crescente pressão desde que os Estados Unidos cortaram seu fornecimento de energia após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Cuba, em janeiro. Nas últimas semanas, o combustível se esgotou e a eletricidade está disponível apenas por uma ou duas horas por dia.
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