Brasil atinge o inédito patamar de IDH "muito alto"
O ingresso do Brasil, pela primeira vez na história, na faixa de “muito alto Índice de Desenvolvimento Humano” não é um acidente estatístico, mas o resultado previsível de uma escolha de método governamental. Os dados do relatório Radar IDHM, divulgados nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), mostram que o país atingiu a nota histórica de 0,805 em 2024, superando o limiar de 0,800. Para além do simbolismo de colocar o país no topo do ranking global ao lado de nações como Noruega, Alemanha e EUA.
Essa guinada recente consolida uma trajetória longa de superação, mas ganha contornos de laboratório político quando observada a história recente. Há três décadas, o país amargava a classificação de baixo desenvolvimento humano (abaixo de 0,555). A grande novidade do dado atual é o poder de recuperação demonstrado pelo Estado após o tombo severo sofrido em 2020 e 2021 em decorrência da pandemia de Covid-19. O processo de estancamento da queda na expectativa de vida e a retomada vigorosa a partir de 2022 culminaram no ápice registrado em 2024.
Esse marco histórico foi impulsionado por melhorias contínuas na expectativa de vida, na renda e no acesso à educação. O avanço também é reflexo de políticas recentes, como a ampliação de programas de transferência de renda e a valorização do salário mínimo.
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