Emirados Árabes anunciam saída da Opep, em grande golpe para o grupo
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram que estão deixando a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Opep+, causando um grande golpe ao grupo e a seu líder de fato, a Arábia Saudita.
A saída foi confirmada à Reuters pelo ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei. Ele disse que a decisão foi tomada após uma análise cuidadosa das estratégias energéticas do país na região.
A surpreendente saída dos Emirados, um membro de longa data da Opep, ocorre em um momento em que a guerra com o Irã provocou um choque energético histórico e desestabilizou a economia global.
A retirada pode criar desordem e enfraquecer o grupo, que normalmente busca mostrar uma frente unida apesar de desacordos internos sobre uma série de questões, desde geopolítica até cotas de produção.
Questionado se os Emirados Árabes Unidos consultaram a Arábia Saudita, Suhail Mohamed al-Mazrouei afirmou que o país não discutiu o assunto com nenhum outro país.
"Esta é uma decisão de política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse o ministro de Energia.
Os produtores do Golfo da Opep já vinham enfrentando dificuldades para exportar através do Estreito de Ormuz, entre o Irã e Omã, por onde normalmente passa um quinto do petróleo bruto e gás natural liquefeito do mundo, devido a ameaças e ataques iranianos contra embarcações.
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