sexta-feira, 8 de agosto de 2025

 Eduardo Bolsonaro afirma que "sabe que vai ser preso"


O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que seguirá nos Estados Unidos em busca de mais sanções ao Brasil pelo governo do presidente Donald Trump. O filho "03" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que há a possibilidade de passar "décadas" em autoexílio nos Estados Unidos.⁠

⁠"Se eu retornar, sei que vou ser preso", disse o deputado federal, investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de coação no processo em que seu pai é réu por tentativa de golpe de Estado. 

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Deputada Júlia Zanatta leva filha de 4 meses para sessão na Câmara

Durante tumultuada sessão na Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira, a deputada do PL de Santa Catarina, Júlia Zanatta, protagonizou uma cena que chamou atenção por diversos aspectos e gerou repercussão negativa nacionalmente.⁠

⁠Ao saber que haveria tumulto na sessão de abertura dos trabalhos na Câmara, após um dia de obstrução da pauta por parte dos deputados, colegas dela, bolsonaristas, resolveu então levar a filha de 4 meses para este lugar. ⁠

⁠O episódio causou revolta ao ouvirmos o choro do bebê que foi levado pela própria cuidadora principal à Casa, com o claro objetivo de "usar a criança como escudo", como admitiu a própria deputada em suas redes sociais.⁠

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 Faustão passa por dois transplantes em SP


O apresentador Fausto Silva, o Faustão, de 75 anos, passou por dois transplantes em sequência nos dias 6 e 7 de agosto, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Na quarta-feira (6), ele recebeu um novo fígado e, na quinta (7), foi submetido a um retransplante renal — cirurgia que já estava planejada há um ano. Os procedimentos aconteceram após a identificação de um doador compatível e foram possíveis graças à estabilização de seu estado clínico, afetado por uma infecção bacteriana com sepse desde maio. O boletim médico informa que Faustão segue em recuperação sob cuidados intensivos.

Os transplantes se somam a um histórico recente de cirurgias delicadas: em 2023, ele passou por um transplante de coração, e em 2024, por um de rim, que sofreu rejeição. Desde então, o apresentador vinha realizando sessões regulares de hemodiálise. Diante do novo quadro, seu filho João Silva cancelou uma festa que teria grandes nomes como Neymar e Bruna Marquezine. A família mantém discrição, enquanto Faustão enfrenta mais um capítulo de sua luta pela vida, reacendendo a discussão sobre a importância da doação de órgãos no país.

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

 Lula não retaliará os EUA com taxa de 50%


Em entrevista à agência Reuters, o presidente Lula confirmou que não irá retaliar os Estados Unidos com a sobretaxa de 50% e afirmou que não quer brigar com o país.

“O que não estamos encontrando é interlocução. Na hora que eles quiserem conversar, nós vamos conversar. Temos a obrigação de cuidar dos empregos, das pessoas (...) das empresas, procurar novos mercados para seus produtos e convencer os empresários americanos a pressionarem o presidente Trump para flexibilizar essas medidas. Estou fazendo tudo isso quando poderia anunciar uma taxação sobre produtos americanos. Mas não vou fazer, porque não quero adotar o mesmo comportamento dele. Quero mostrar que, quando um não quer, dois não brigam. E eu não quero brigar com os Estados Unidos”, afirmou Lula.

Eduardo Bolsonaro volta a receber salário e mantém 8 funcionários ao custo de R$ 123 mil


 Nos Estados Unidos desde fevereiro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a receber salário da Câmara neste mês. Com a sua licença parlamentar encerrada no dia 20 de julho, quando a Casa estava em recesso, o filho 03 de Jair Bolsonaro recebeu R$ 17 mil brutos, referentes ao valor proporcional, de acordo com o Portal Transparência da Casa. Com os descontos obrigatórios, o valor caiu para R$ 13.338,69. Apesar de ter recebido o pagamento referente a julho, Eduardo não pode sacar o dinheiro ou fazer transações.


 Governo Lula aciona OMC contra tarifaço de Trump


O Ministério das Relações Exteriores informou nesta quarta-feira (6) que o governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.

A tarifa anunciada por Trump entrou em vigor nesta quarta-feira. Os EUA cobram uma sobretaxa de 50% para entrada de produtos brasileiros no país, a mais alta cobrada pelo governo norte-americano. A medida prevê uma longa lista de exceções.

A avaliação do caso na OMC é um processo longo e não há garantia de sucesso.

Na terça-feira, uma resolução publicada pelo governo brasileiro no "Diário Oficial da União" permitia que o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) acionasse o mecanismo de solução de controvérsias (SSC) da OMC.

 China diz que apoia o Brasil em resistência à "intimidação" tarifária


 A China voltou a defender o Brasil contra as novas tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que entram em vigor nesta quarta-feira (6).

Em ligação telefônica, o ministro das relações exteriores chinês, Wang Yi, afirmou ao assessor especial da Presidência brasileira, Celso Amorim, que a China apoia o Brasil na "defesa dos seus próprios direitos" e que na resistência ao "comportamento de intimidação" das tarifas excessivas.

Wang ainda afirmou que a China se opõe à "interferência externa irracional" nos assuntos internos do Brasil, sem citar diretamente os Estados Unidos. A informação foi divulgada em um comunicado divulgado pelo ministério de relações exteriores chinês.


Tarifaço de Trump entra em vigor sobre produtos brasileiros


Entrou em vigor na madrugada desta quarta-feira (6) o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

A sobretaxa começou a valer à 1h01, pelo horário de Brasília, e atinge quase 36% das exportações brasileiras. Afeta produtos como café, carnes, frutas, pescados e máquinas agrícolas.

O aumento vai causar impacto em 11 mil empresas exportadoras brasileiras de médio porte e atingir também itens como calçados, móveis, vestuário e couro.

Segundo estimativa da Federação das Indústrias de Minas Gerais, o tarifaço pode cortar 146 mil empregos em dois anos no Brasil. 

Oposição protesta no Congresso contra prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro 


A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) dominou o ambiente no Congresso Nacional na volta do recesso parlamentar nesta terça-feira (5).

Deputados de oposição anunciaram obstrução da pauta e ocuparam o espaço onde trabalha a mesa diretora da Câmara dos Deputados – de onde são conduzidas as sessões da Casa – em protesto contra a prisão do ex-presidente.

“Nós estamos começando agora uma ação, na Câmara e no Senado, ocupando as duas mesas diretoras e não sairemos de ambas as mesas até que os presidentes das duas casas se reúnam para buscarmos resolver um problema de soberania nacional”, afirmou o líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

Os parlamentares de oposição também reforçaram o pedido para pautar o projeto que anistia os envolvidos em uma tentativa de golpe de Estado, incluindo o perdão aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro.

O vice-presidente da Casa, o deputado Altineu Côrtes (PL-RJ) afirmou, em coletiva a jornalistas, que, se assumir comando da Câmara de forma interina, pautará a proposta independentemente da decisão do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).

 Deputado Carmelo Neto pede mudança de nome parlamentar para Carmelo Bolsonaro na Alece


O deputado estadual Carmelo Neto (PL) apresentou um requerimento na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), na última quarta-feira (30), para alterar o seu nome parlamentar para "Carmelo Bolsonaro". O Departamento Legislativo deu encaminhamento ao pedido nesta terça-feira (5), data da retomada das sessões plenárias após recesso.

Ele não explicou o que motivou a iniciativa no ofício. Carmelo é um forte apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Ceará, e tem se manifestado contra as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas ao antigo mandatário.

 

Áudio revela que ex-prefeita Rosário Ximenes sabia de operação do MP e teria apagado provas horas antes


A situação da ex-prefeita de Canindé, Rosário Ximenes, se complica. Um áudio vazado de uma ligação telefônica envolvendo a ex-gestora levanta sérias suspeitas de que ela já tinha conhecimento prévio da operação do Ministério Público que seria deflagrada contra ela e sua gestão.

No trecho da conversa, Rosário demonstra clara preocupação:

“…aí de repente ninguém sabe, os desembargadores despacharam ontem… o João Jaime ficou chateado… tô tentando falar com o Chiquinho aqui, mas ele está em São Paulo…”

A fala abre uma série de questionamentos:

Por que João Jaime teria ficado chateado com o despacho judicial?

Qual o papel de Chiquinho Feitosa, com quem Rosário tenta contato urgente?

A pergunta que circula nos bastidores é: Chiquinho teria alguma influência sobre decisões no Judiciário?

A ligação segue e revela ainda mais:

“Aí Dr. Geraldo tá vendo, Amsterdam já me confirmou que a operação é grande… ô meu Deus do céu…”

Nesse ponto, outro nome surge: Amsterdam, apontado como alguém que já sabia da operação com antecedência. O mais grave é a sequência do áudio: Rosário afirma que vai para casa apagar as câmeras de segurança por orientação de João Jaime.

“Não sei o dia exato, mas vou pra casa apagar as câmeras porque João Jaime mandou.”

A declaração levanta suspeitas de obstrução de Justiça e eliminação de provas.

Com base no áudio, tudo indica que, mesmo sem saber a data exata, Rosário já estava ciente da iminente operação e teve tempo para se antecipar, apagar registros e sumir com possíveis evidências.

O conteúdo reforça as dúvidas sobre a conduta da ex-prefeita e poderá influenciar diretamente nos desdobramentos judiciais da investigação.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

 Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Moraes justificou que Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares impostas a ele, por ter veiculado conteúdo nas redes sociais dos filhos.

Na decisão, Moraes afirma que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados – incluindo seus três filhos parlamentares – para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.

“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes. Para o ministro, a atuação do ex-presidente, mesmo sem o uso direto de seus perfis, burlou de forma deliberada a restrição imposta anteriormente.

Com isso, Moraes determinou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar em seu endereço residencial. A decisão inclui:

- uso de tornozeleira eletrônica;

- proibição de visitas, salvo por familiares próximos e advogados;

- recolhimento de todos os celulares disponíveis no local.


Moraes diz "A Justiça é cega, mas não é tola" sobre descumprimento das medidas cautelares por Bolsonaro

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes voltou a dizer que "a Justiça é cega, mas não é tola", ao decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira (4).

Veja trechos da decisão de Moraes:

"Conforme tenho afirmado reiteradamente, a Justiça é cega, mas não é tola."

"A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico."

"A Justiça é igual para todos. O réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares pela segunda vez - deve sofrer as consequências legais."

Governo dos EUA diz que Moraes é "violador de direitos humanos" após prisão de Bolsonaro 


 A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro gerou reações do governo dos Estados Unidos, em meio a expectativa para a entrada em vigor do tarifaço contra o Brasil.

Houve manifestação, nessa segunda-feira (4), do Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Em uma publicação na rede social X, o órgão do governo do presidente Donald Trump afirmou que Moraes é um "violador de direitos humanos" que usa as instituições brasileiras para "silenciar a oposição e ameaçar a democracia".