Investidor internacional não teme eventual reeleição de Lula
O investidor estrangeiro “não tem medo de Lula”, afirmou David Beker, chefe de Economia no Brasil e Estratégia para América Latina do Bank of America (BofA), em conversas com clientes.
Segundo o economista, os fluxos de capital não têm favorecido o Brasil, mas por fatores externos, como expectativa de alta de juros nos Estados Unidos, alocação em inteligência artificial e redução das tensões no Oriente Médio, que derrubou os preços do petróleo.
Questionado sobre incertezas eleitorais, Beker disse que o investidor estrangeiro não teme uma eventual reeleição do presidente Lula (PT), por já conhecer o cenário político.
Ainda assim, afirmou que o mercado opera com base no noticiário eleitoral, o que gera ruído e dificulta posições mais estruturais, levando investidores ao curto prazo.
No cenário da bolsa, o BofA trabalhava com projeção de que o Ibovespa chegaria a 210 mil pontos neste ano, após o rali que levou o índice ao recorde de 195 mil pontos em abril.
Desde então, o índice recuou e fechou o primeiro semestre na casa dos 172 mil pontos, após sequência de meses negativos.
Segundo Beker, houve redução da presença de estrangeiros em todos os ativos, já que esse capital era o principal motor da bolsa. Ele atribui a mudança ao cenário externo macroeconômico mais incerto.
O economista afirma que não há gatilhos claros para retomada do rali e destaca resgates na indústria de fundos local. Para ele, uma virada dependeria de uma queda de juros maior do que o esperado.
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