O senhor é corrupto?
Infelizmente, joguei o jogo da política brasileira. As empresas e os lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo ou outros negócios vantajosos. Ninguém se elege pela força de suas ideias, mas pelo tamanho do bolso. É preciso de muito dinheiro para aparecer bem no programa de TV. E as campanhas se reduziram a isso.
O senhor ajudou políticos do seu ex-partido, o DEM?
Assim que veio a público o meu caso, as mesmas pessoas que me bajulavam e recebiam a minha ajuda foram à imprensa dar declarações me enxovalhando. Não quiseram nem me ouvir. Pessoas que se beneficiaram largamente do meu mandato. Grande parte dos que receberam ajuda minha comportaram-se como vestais paridas. Foram desleais comigo.
Como o senhor ajudou o partido?
Eu era o único governador do DEM. Recebia pedidos de todos os estados. Todos os pedidos eu procurei atender. E atendi dos pequenos favores aos financiamentos de campanha. Ajudei todos.
O que senhor quer dizer com “pequenos favores”?
Nomear afilhados políticos, conseguir avião para viagens, pagar programas de TV, receber empresários.
E o financiamento?
Deixo claro: todas as ajudas foram para o partido, com financiamento de campanha ou propaganda de TV. Tudo sempre feito com o aval do deputado Rodrigo Maia (então presidente do DEM).
De que modo o senhor conseguia o dinheiro?
Como governador, tinha um excelente relacionamento com os grandes empresários. Usei essa influência para ajudar meu partido, nunca em proveito próprio. Pedia ajuda a esses empresários: “Dizia: ‘Olha, você sabe que eu nunca pedi propina, mas preciso de tal favor para o partido’”. Eles sempre ajudaram. Fiz o que todas as lideranças políticas fazem. Era minha obrigação como único governador eleito do DEM.
Esse dinheiro era declarado?
Isso somente o presidente do partido pode responder. Se era oficialmente ou não, é um problema do DEM. Eu não entrava em minúcias. Não acompanhava os detalhes, não pegava em dinheiro. Encaminhava à liderança que havia feito o pedido.
Quais líderes do partido foram hipócritas no seu caso?
A maioria. Os senadores Demóstenes Torres e José Agripino Maia, por exemplo, não hesitaram em me esculhambar. Via aquilo na TV e achava engraçado: até outro dia batiam à minha porta pedindo ajuda! Em 2008, o senador Agripino veio à minha casa pedir 150 mil reais para a campanha da sua candidata à prefeitura de Natal, Micarla de Sousa (PV). Eu ajudei, e até a Micarla veio aqui me agradecer depois de eleita. O senador Demóstenes me procurou certa vez, pedindo que eu contratasse no governo uma empresa de cobrança de contas atrasadas. O deputado Ronaldo Caiado, outro que foi implacável comigo, levou-me um empresário do setor de transportes, que queria conseguir linhas em Brasília.
O senhor ajudou mais algum deputado?
O próprio Rodrigo Maia, claro. Consegui recursos para a candidata à prefeita dele e do Cesar Maia no Rio, em 2008. Também obtive doações para a candidatura de ACM Neto à prefeitura de Salvador.
Mais algum?
Foram muitos, não me lembro de cabeça. Os que eu não ajudei, o Kassab (prefeito de São Paulo, também do DEM) ajudou. É assim que funciona. Esse é o problema da lógica financeira das campanhas, que afeta todos os políticos, sejam honestos ou não.
Por exemplo?
Ajudei dois dos políticos mais decentes que conheço. No final de 2009, fui convidado para um jantar na casa do senador Marco Maciel. Estávamos eu, o ex-ministro da Fazenda Gustavo Krause e o Kassab. Krause explicou que, para fazer a pré-campanha de Marco Maciel, era preciso 150 mil reais por mês. Eu e Kassab, portanto, nos comprometemos a conseguir, cada um, 75 mil reais por mês. Alguém duvida da honestidade do Marco Maciel? Claro que não. Mas ele precisa se eleger. O senador Cristovam Buarque, do PDT, que eu conheço há décadas, um dos homens mais honestos do Brasil, saiu de sua campanha presidencial, em 2006, com dívidas enormes. Ele pediu e eu ajudei.
Então o senhor também ajudou políticos de outros partidos?
Claro. Por amizade e laços antigos, como no caso do PSDB, partido no qual fui líder do Congresso no governo FHC, e por conveniências regionais, como no caso do PT de Goiás, que me apoiava no entorno de Brasília. No caso do PSDB, a ajuda também foi nacional. Ajudei o PSDB sempre que o senador Sérgio Guerra, presidente do partido, me pediu. E também por meio de Eduardo Jorge, com quem tenho boas relações. Fazia de coração, com a melhor das intenções.
INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS IMPARCIAIS DOS BASTIDORES DA POLÍTICA COM ÉTICA E TRANSPARÊNCIA E MUITO MAIS COM MUITA VERDADE
sexta-feira, 18 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
'Hoje, oposicionista não passa de oportunista' diz Tasso.
De passagem por São Paulo, o grão-tucano Tasso Jereissati (CE) disse que, a médio prazo, a tendência dos partidos de oposição é a de caminhar para uma fusão.
Acha que PSDB, DEM e PPS serão empurrados para a junção por conta do poder de atração que o governo exerce sobre seus quadros:
"Político hoje no Brasil se coopa, através de vantagens disso e daquilo. E cada vez menos se vê políticos de oposição...”
“...Prefeito de oposição, por exemplo, não existe mais. Governador de oposição, está difícil. E parlamentar agora está ficando raro...”
“...Então, para aqueles que acreditam que há necessidade, para a democracia brasileira, de se fazer uma oposição correta, [a fusão] pode ser um destino".
falar de fusão, Tasso ecoa Sérgio Guerra, presidente do PSDB. Todo mundo já suspeitava. Mas dito assim, por expoentes da oposição, a coisa fica mais clara.
Hoje, oposiconista não passa de oportunista à espera da melhor oportunidade para aderir.
Acha que PSDB, DEM e PPS serão empurrados para a junção por conta do poder de atração que o governo exerce sobre seus quadros:
"Político hoje no Brasil se coopa, através de vantagens disso e daquilo. E cada vez menos se vê políticos de oposição...”
“...Prefeito de oposição, por exemplo, não existe mais. Governador de oposição, está difícil. E parlamentar agora está ficando raro...”
“...Então, para aqueles que acreditam que há necessidade, para a democracia brasileira, de se fazer uma oposição correta, [a fusão] pode ser um destino".
falar de fusão, Tasso ecoa Sérgio Guerra, presidente do PSDB. Todo mundo já suspeitava. Mas dito assim, por expoentes da oposição, a coisa fica mais clara.
Hoje, oposiconista não passa de oportunista à espera da melhor oportunidade para aderir.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Deputada filha de Roriz acusada do uso de verba de maneira ilegal
O presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou nesta quarta (16) que a Câmara pode pedir a devolução de verba indenizatória concedida à deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), se ficar comprovado o uso irregular do dinheiro. Na semana passada, foi divulgada denúncia, segundo a qual a parlamentar usou verba indenizatória da Câmara para pagar o aluguel de um imóvel onde funciona uma empresa de propriedade do marido. A denúncia é a segunda contra Jaqueline. No ínício do mês, foram divulgadas imagens que mostram a deputada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Camilo candidato de Cid a Prefeito de Fortaleza. Eu já sabia!
Através de algumas informações privilegiadas de acontecimentos nos bastidores da política, como também por meio de uma simples análise do quadro sucessório, chega-se ao nome de Camilo como o provável candidato a Prefeito de Fortaleza, o que já presumia, se não vejamos: A família Santana no Cariri sempre teve grandes problemas para obtenção de mandatos; o próprio pai de Camilo, Eudoro Santana, deixou de candidatar-se por conta dessas dificuldades.
Como se explica seu filho, um jovem neófito na vida pública se tornar o deputado estadual mais votado do Estado? Mágica? Não, diria que foi a vontade projetada pelo governador que o credenciou a qualquer cargo no Estado, quando o tornou através da força governamental o deputado mais votado. Agora, sendo Camilo homem de confiança do Governador Cid, deveria estar filiado ao PSB, ex-partido de seu pai, correto? Errado, Camilo filiou-se ao PT para ser o nome de confiança de Cid dentro do partido de Luiziane, que como aliada do governador, naturalmente, terá o direito de indicar um membro do PT como cabeça de chapa desta possível aliança, se esse nome for o do Camilo terá apoio total do governador, que, inclusive, já o havia retirado da Secretaria do Desenvolvimento Agrário e o colocado na Secretaria das Cidades, que é a mais importante para as grandes cidades como Fortaleza, com o escopo de robustecê-lo ainda mais para ser ungido como seu candidato a Prefeito de Fortaleza.
O desenho já está esboçado, só falta ser concretizado!
Como se explica seu filho, um jovem neófito na vida pública se tornar o deputado estadual mais votado do Estado? Mágica? Não, diria que foi a vontade projetada pelo governador que o credenciou a qualquer cargo no Estado, quando o tornou através da força governamental o deputado mais votado. Agora, sendo Camilo homem de confiança do Governador Cid, deveria estar filiado ao PSB, ex-partido de seu pai, correto? Errado, Camilo filiou-se ao PT para ser o nome de confiança de Cid dentro do partido de Luiziane, que como aliada do governador, naturalmente, terá o direito de indicar um membro do PT como cabeça de chapa desta possível aliança, se esse nome for o do Camilo terá apoio total do governador, que, inclusive, já o havia retirado da Secretaria do Desenvolvimento Agrário e o colocado na Secretaria das Cidades, que é a mais importante para as grandes cidades como Fortaleza, com o escopo de robustecê-lo ainda mais para ser ungido como seu candidato a Prefeito de Fortaleza.
O desenho já está esboçado, só falta ser concretizado!
Cid admite apoiar Camilo Santana a Prefeito de Fortaleza.
O governador Cid Gomes admitiu publicamente, nesta quinta-feira (10), disposição para apoiar o nome do secretário das Cidades do governo estadual, Camilo Santana (PT), à sucessão de Luizianne Lins na Prefeitura de Fortaleza, em 2012.
A declaração foi dada em entrevista concedida após a entrega de 108 casas populares em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, destinadas a moradores retirados de área de risco, no projeto de reurbanização do Rio Maranquapinho.
Indagado pela repórter Kézya Diniz, da TV Jangadeiro, sobre o possível apoio à candidatura de Camilo Santana, o governador admitiu que tem incentivado o secretário a participar de eleições desde a época em que foi candidato a deputado estadual.
Cid afirmou ainda que o nome de Camilo tem sido citado nos bastidores como provável candidato à sucessão de Luizianne. Sobre a possibilidade de uma candidatura do petista contar com o apoio do governador, Cid respondeu com um enfático “com certeza”.
A declaração foi dada em entrevista concedida após a entrega de 108 casas populares em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, destinadas a moradores retirados de área de risco, no projeto de reurbanização do Rio Maranquapinho.
Indagado pela repórter Kézya Diniz, da TV Jangadeiro, sobre o possível apoio à candidatura de Camilo Santana, o governador admitiu que tem incentivado o secretário a participar de eleições desde a época em que foi candidato a deputado estadual.
Cid afirmou ainda que o nome de Camilo tem sido citado nos bastidores como provável candidato à sucessão de Luizianne. Sobre a possibilidade de uma candidatura do petista contar com o apoio do governador, Cid respondeu com um enfático “com certeza”.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Itamar incomoda em uma sessão que o governo fez barba, cabelo e bigode.
Numa sessão crivada de ironias, Itamar Franco (PPS-MG) tornou-se destaque da fase de encaminhamento da votação do projeto do salário mínimo.
Questionou José Sarney sobre o ritmo de toque de caixa. Acha que, na pressa, a maioria governista atropelou o regimento. Presidente, Sarney deu de ombros.
Único senador do PPS, líder de si mesmo, Itamar fustigou então o relator do projeto oficial, Romero Jucá (PMDB-RR).
Pediu a Jucá que discriminasse, à luz da Constituição, como o trabalhador deveria empregar os R$ 545 que o governo oferece.
Itamar foi específico. Quanto vai para moradia? Quando para alimentação? E para transporte? E o vestuário?...
Jucá disse que caberia às famílias decidir. Itamar não se deu por achado. Recordou uma pergunta feita ao ex-presidente João Figueiredo.
O que faria se ganhasse o salário mínimo?,um repórter perguntou ao general-presidente. Itamar quis saber de Jucá se lembrava da resposta de Figueiredo.
E Jucá: "Lembro. Disse que daria um tiro na cabeça”.
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: Bom conselho para o cidadão brasileiro que tem como governantes deputados e senadores que na sua maioria são desonestos, asquerosos, fisiologistas e subservientes e exploradores destes mesmos cidadãos que são obrigados a viver com um salário mínimo miserável, mas que já foi pior.
Questionou José Sarney sobre o ritmo de toque de caixa. Acha que, na pressa, a maioria governista atropelou o regimento. Presidente, Sarney deu de ombros.
Único senador do PPS, líder de si mesmo, Itamar fustigou então o relator do projeto oficial, Romero Jucá (PMDB-RR).
Pediu a Jucá que discriminasse, à luz da Constituição, como o trabalhador deveria empregar os R$ 545 que o governo oferece.
Itamar foi específico. Quanto vai para moradia? Quando para alimentação? E para transporte? E o vestuário?...
Jucá disse que caberia às famílias decidir. Itamar não se deu por achado. Recordou uma pergunta feita ao ex-presidente João Figueiredo.
O que faria se ganhasse o salário mínimo?,um repórter perguntou ao general-presidente. Itamar quis saber de Jucá se lembrava da resposta de Figueiredo.
E Jucá: "Lembro. Disse que daria um tiro na cabeça”.
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: Bom conselho para o cidadão brasileiro que tem como governantes deputados e senadores que na sua maioria são desonestos, asquerosos, fisiologistas e subservientes e exploradores destes mesmos cidadãos que são obrigados a viver com um salário mínimo miserável, mas que já foi pior.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Passagem de ônibus sobe para R$ 2,00.
O valor da passagem de ônibus em Fortaleza será de R$2,00. E a meia sobe de R$0,90 para R$1. O reajuste foi definido na tarde desta quarta-feira (23), após reunião da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) e empresários do setor. O novo valor entra em vigor no dia 6 de março.
Ficou definida pelas entidades a criação da Hora Social. Trata-se de uma taxa especial que será cobrada, diariamente, no período de 9h às 10h e de 15h às 16h. Nestes horários, o valor da passagem de ônibus será de R$1,80 a inteira e R$0,90 a meia.
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: Metade da população da nossa capital é pobre ou abaixo da linha da pobreza, por isso qualquer aumento que atinja a renda familiar mesmo que seja de centavos trás grandes dificuldades para quem só sofre nestes pais, que tem de pagar mais caro pelo péssimo serviço ofertado pelo sindionibus que possui uma frota velha sem ar condicionado em uma cidade encravada no semi árido com temperaturas escaldantes com um transito travado alem de suportar o desrespeito dos motoristas que não respeitam passageiros pela forma brusca como conduzem os coletivos tratando os passageiros como mercadoria ou animais. Soma-se a isso a insegurança dentro destes coletivos que são alvos constantes de assaltantes que humilham amedontram e matam passageiros que dependem deste deplorável sistema de transporte publico da nossa capital.
Ficou definida pelas entidades a criação da Hora Social. Trata-se de uma taxa especial que será cobrada, diariamente, no período de 9h às 10h e de 15h às 16h. Nestes horários, o valor da passagem de ônibus será de R$1,80 a inteira e R$0,90 a meia.
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: Metade da população da nossa capital é pobre ou abaixo da linha da pobreza, por isso qualquer aumento que atinja a renda familiar mesmo que seja de centavos trás grandes dificuldades para quem só sofre nestes pais, que tem de pagar mais caro pelo péssimo serviço ofertado pelo sindionibus que possui uma frota velha sem ar condicionado em uma cidade encravada no semi árido com temperaturas escaldantes com um transito travado alem de suportar o desrespeito dos motoristas que não respeitam passageiros pela forma brusca como conduzem os coletivos tratando os passageiros como mercadoria ou animais. Soma-se a isso a insegurança dentro destes coletivos que são alvos constantes de assaltantes que humilham amedontram e matam passageiros que dependem deste deplorável sistema de transporte publico da nossa capital.
A reforma que todos querem fazer e nunca acontece.
José Sarney (PMDB-AP) instala nesta terça (22) a comissão que vai redigir a proposta de reforma política do Senado.
É composta de 15 senadores. Presidirá os trabalhos Francisco Dornelles (PP-RJ). O prazo para o encerramento é de 45 dias.
Instalada sob pompa, no plenário do Senado, o principal desafio da comissão será o de não tropeçar nas circunstâncias.
Na pauta desde 1988, ano em que o Brasil deslizou da ditadura para a democracia, a reforma política frequenta o cenário como projeto à espera de realização.
Produziram-se inúmeros remendos legislativos, jamais uma reforma digna do nome. Por quê? Primeiro porque a corporação não legisla senão em causa própria.
Segundo porque a matéria suscita polêmicas que fazem do consenso uma utopia irrealizável. Tenta-se agora aproveitar a atmosfera "recomeço" proporcionada pela posse de Dilma Rousseff.
Afora as complicações usuais, há um entrave adicional: o Senado vai à mesa dissociado da Câmara. Os deputados terão sua própria comissão, com 40 cabeças.
Marco Maia (PT-RS), o mandachuva da Câmara, tentou convencer Sarney, o morubixaba do Senado, a reunir esforços. Não conseguiu.
Um grupo de congressistas pôs-se a articular a constituição de uma frente mista, com deputados e senadores. Sem sucesso, por ora.
Sarney apressou-se em informar que é contra:
“Aí se torna muito mais difícil. É uma frente com mais de cem membros, com mais 30 senadores. Nós voltaremos à estaca zero”.
O problema é que trabalho a existência de dois foros –um no Senado, outro na Câmara— tampouco livra o Congresso do risco do retorno à “estaca zero”.
No final das contas, as propostas terão de ser submetidas ao plenário das duas Casas legisaltivas. Ou conquista-se a maioria ou chega-se a um novo malogro.
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: Começou a fogueira de vaidades desses nossos políticos atrasados e egoístas; são os presidentes das duas casas legislativas do nosso país, brigando para ser pai da reforma das reformas que poderia permitir que tivéssemos casas legislativas e governos eleitos com lisura em um processo eleitoral em que a vontade do eleitor perdurasse acima do sistema e de engodos eleitorais. É um sonho do eleitor brasileiro que todo mundo diz que é prioritário, mas que já nos primeiros momentos, como vimos na matéria acima, a discórdia e a disputa entre as duas casas iniciou-se, quando se esperava a criação de uma comissão mista das duas casas começa uma disputa entre comissões. Já é um demonstrativo de que não teremos reforma alguma a menos que a nova legislação eleitoral só entre em vigor daqui a vinte anos quando os Srs. deputados e senadores não sejam diretamente prejudicados nos seus interesses eleitorais e se estabeleça a reforma através de emenda constitucional.
É composta de 15 senadores. Presidirá os trabalhos Francisco Dornelles (PP-RJ). O prazo para o encerramento é de 45 dias.
Instalada sob pompa, no plenário do Senado, o principal desafio da comissão será o de não tropeçar nas circunstâncias.
Na pauta desde 1988, ano em que o Brasil deslizou da ditadura para a democracia, a reforma política frequenta o cenário como projeto à espera de realização.
Produziram-se inúmeros remendos legislativos, jamais uma reforma digna do nome. Por quê? Primeiro porque a corporação não legisla senão em causa própria.
Segundo porque a matéria suscita polêmicas que fazem do consenso uma utopia irrealizável. Tenta-se agora aproveitar a atmosfera "recomeço" proporcionada pela posse de Dilma Rousseff.
Afora as complicações usuais, há um entrave adicional: o Senado vai à mesa dissociado da Câmara. Os deputados terão sua própria comissão, com 40 cabeças.
Marco Maia (PT-RS), o mandachuva da Câmara, tentou convencer Sarney, o morubixaba do Senado, a reunir esforços. Não conseguiu.
Um grupo de congressistas pôs-se a articular a constituição de uma frente mista, com deputados e senadores. Sem sucesso, por ora.
Sarney apressou-se em informar que é contra:
“Aí se torna muito mais difícil. É uma frente com mais de cem membros, com mais 30 senadores. Nós voltaremos à estaca zero”.
O problema é que trabalho a existência de dois foros –um no Senado, outro na Câmara— tampouco livra o Congresso do risco do retorno à “estaca zero”.
No final das contas, as propostas terão de ser submetidas ao plenário das duas Casas legisaltivas. Ou conquista-se a maioria ou chega-se a um novo malogro.
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: Começou a fogueira de vaidades desses nossos políticos atrasados e egoístas; são os presidentes das duas casas legislativas do nosso país, brigando para ser pai da reforma das reformas que poderia permitir que tivéssemos casas legislativas e governos eleitos com lisura em um processo eleitoral em que a vontade do eleitor perdurasse acima do sistema e de engodos eleitorais. É um sonho do eleitor brasileiro que todo mundo diz que é prioritário, mas que já nos primeiros momentos, como vimos na matéria acima, a discórdia e a disputa entre as duas casas iniciou-se, quando se esperava a criação de uma comissão mista das duas casas começa uma disputa entre comissões. Já é um demonstrativo de que não teremos reforma alguma a menos que a nova legislação eleitoral só entre em vigor daqui a vinte anos quando os Srs. deputados e senadores não sejam diretamente prejudicados nos seus interesses eleitorais e se estabeleça a reforma através de emenda constitucional.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Lei da Ficha Limpa em risco.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, afirmou nesta sexta-feira (18) durante passagem por Recife que o futuro da Lei da Ficha Limpa é uma "incógnita". Entretanto, afirmou que “seja qual for esse destino, a Lei da Ficha Limpa é uma ideia que veio para ficar”.
A votação sobre a validade da lei nas eleições de 2010 acabou empatada, no Supremo Tribunal Federal (STF), em 5 votos a 5, e um dispositivo regimental do Tribunal foi usado para o desempate no caso de Jader Barbalho. Ele foi barrado por ter renunciado ao cargo de senador, em 2001, para escapar de um processo de cassação por quebra de decoro.
Lewandowski também disse que, em sua opinião, a vaga deixada por parlamentares deve ser suprida pela ordem de votos da coligação, e não do partido. “Embora as coligações se desfaçam após as eleições, os efeitos delas se projetam no tempo”, afirmou. Ao julgar uma liminar no fim do ano passado, o STF entendeu que a vaga deve ser ocupada pelo primeiro suplente do partido e não da coligação.
O presidente do TSE também afirmou que os assuntos polêmicos, no STF, só serão resolvidos após o dia 3 de março, com a posse de Luiz Fux. “O ministro Cezar Peluso deixará todos os temas polêmicos para decidir com o plenário completo”.
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: É uma lei clara, exige que os nossos representantes tenham uma ficha limpa para se eleger, como um zelador que para limpar o congresso tem que tirar uma folha corrida para cuidar dos gabinetes de muitos deputados e senadores que não conseguiriam nem um emprego de zelador, pois não teriam ficha corrida limpa para conseguir um trabalho em uma empresa privada. Foi a lei mais republicana aprovada no congresso desde a Constituição de 1988, que precisa ser preservada para permitir que se mantenha viva a esperança de que um dia teremos representantes dignos.
(Correio Braziliense)
A votação sobre a validade da lei nas eleições de 2010 acabou empatada, no Supremo Tribunal Federal (STF), em 5 votos a 5, e um dispositivo regimental do Tribunal foi usado para o desempate no caso de Jader Barbalho. Ele foi barrado por ter renunciado ao cargo de senador, em 2001, para escapar de um processo de cassação por quebra de decoro.
Lewandowski também disse que, em sua opinião, a vaga deixada por parlamentares deve ser suprida pela ordem de votos da coligação, e não do partido. “Embora as coligações se desfaçam após as eleições, os efeitos delas se projetam no tempo”, afirmou. Ao julgar uma liminar no fim do ano passado, o STF entendeu que a vaga deve ser ocupada pelo primeiro suplente do partido e não da coligação.
O presidente do TSE também afirmou que os assuntos polêmicos, no STF, só serão resolvidos após o dia 3 de março, com a posse de Luiz Fux. “O ministro Cezar Peluso deixará todos os temas polêmicos para decidir com o plenário completo”.
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: É uma lei clara, exige que os nossos representantes tenham uma ficha limpa para se eleger, como um zelador que para limpar o congresso tem que tirar uma folha corrida para cuidar dos gabinetes de muitos deputados e senadores que não conseguiriam nem um emprego de zelador, pois não teriam ficha corrida limpa para conseguir um trabalho em uma empresa privada. Foi a lei mais republicana aprovada no congresso desde a Constituição de 1988, que precisa ser preservada para permitir que se mantenha viva a esperança de que um dia teremos representantes dignos.
(Correio Braziliense)
A ditadura da maioria.
Entende-se que o governo queira por meio de maioria controlar o Congresso. Foge ao preceito republicano da independência entre os Poderes, mas é do jogo do poder.
O que não se pode compreender e muito menos aceitar é que isso seja feito por meio de inconstitucionalidades embutidas em um projeto de lei. Inaceitável, tampouco, é que o Congresso seja tão submisso ao Executivo que se deixe usurpar em suas prerrogativas e ainda defenda ardentemente o direito do Palácio do Planalto de fazê-lo ao arrepio da Constituição.
Aconteceu anteontem na aprovação do novo salário mínimo na Câmara: a despeito da tentativa do deputado Roberto Freire (PPS) de impedir a iniquidade, foi aprovado um dispositivo do projeto de lei que retira do Congresso a discussão do valor do mínimo até o fim do mandato de Dilma Rousseff.
O truque é o seguinte: fica estabelecido que conforme a política para o salário mínimo até 2014, os parâmetros para se chegar à proposta do governo são aqueles acertados com as centrais sindicais em 2007 - PIB dos dois anos anteriores mais a inflação do período -, sendo o valor fixado por decreto ano a ano.
Bastante simples de compreender qual a consequência, pois não? Pois suas excelências integrantes da maioria governista (e também da oposição que não ajudou Freire no embate) preferiram fazer de conta que não entenderam.
Pelos próximos três anos, se o Senado aprovar o projeto tal como está, o governo fica livre dessa discussão no Congresso. Uma graça o principal argumento do líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira: a medida elimina a "burocracia".
Eis, então, que temos o seguinte: os próprios parlamentares se consideram meros carimbadores das decisões do Planalto e veem o debate no Parlamento como um trâmite burocrático.
Por esse raciocínio, eliminar-se-iam quaisquer tramitações congressuais, deixando a decisão de legislar para o Executivo. Como ocorre nas ditaduras.
Leia mais em Golpe de mão
O que não se pode compreender e muito menos aceitar é que isso seja feito por meio de inconstitucionalidades embutidas em um projeto de lei. Inaceitável, tampouco, é que o Congresso seja tão submisso ao Executivo que se deixe usurpar em suas prerrogativas e ainda defenda ardentemente o direito do Palácio do Planalto de fazê-lo ao arrepio da Constituição.
Aconteceu anteontem na aprovação do novo salário mínimo na Câmara: a despeito da tentativa do deputado Roberto Freire (PPS) de impedir a iniquidade, foi aprovado um dispositivo do projeto de lei que retira do Congresso a discussão do valor do mínimo até o fim do mandato de Dilma Rousseff.
O truque é o seguinte: fica estabelecido que conforme a política para o salário mínimo até 2014, os parâmetros para se chegar à proposta do governo são aqueles acertados com as centrais sindicais em 2007 - PIB dos dois anos anteriores mais a inflação do período -, sendo o valor fixado por decreto ano a ano.
Bastante simples de compreender qual a consequência, pois não? Pois suas excelências integrantes da maioria governista (e também da oposição que não ajudou Freire no embate) preferiram fazer de conta que não entenderam.
Pelos próximos três anos, se o Senado aprovar o projeto tal como está, o governo fica livre dessa discussão no Congresso. Uma graça o principal argumento do líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira: a medida elimina a "burocracia".
Eis, então, que temos o seguinte: os próprios parlamentares se consideram meros carimbadores das decisões do Planalto e veem o debate no Parlamento como um trâmite burocrático.
Por esse raciocínio, eliminar-se-iam quaisquer tramitações congressuais, deixando a decisão de legislar para o Executivo. Como ocorre nas ditaduras.
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: Ouvir um congressista líder do partido do governo se auto intitular um burocrata faz a gente tremer, será que ele prefere desburocratizar as decisões do executivo fechando o congresso? É um tiro no pé no legislativo que acabou de ser renovado, só nos resta apelar para o STF impedir este expediente odioso que são os decretos leis, autorizado por um legislativo fisiológico e subserviente.
Leia mais em Golpe de mão
Fidelidade PMDB = Cargos
Partido, que não teve nenhuma dissidência na votação do salário mínimo de R$ 545, aprovado na madrugada de ontem na Câmara, quer garantir diretorias na Caixa e no Banco do Brasil e ganhar postos de comando na Funasa, Petrobrás, Furnas e Itaipu
João Domingos e Eugênia Lopes, O Estado de S.Paulo
A fidelidade de toda a bancada do PMDB à presidente Dilma Rousseff na aprovação do salário mínimo de R$ 545 pela Câmara teve um preço.
O partido voltou a cobrar a nomeação de afilhados da legenda no segundo escalão do governo, principalmente aqueles que já estavam pré negociados, mas foram adiados pela presidente até a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado e da votação do salário mínimo.
O alvo prioritário do PMDB, agora, são os bancos oficiais.
A presidente Dilma Rousseff e o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) foram lembrados que o PMDB aguarda a nomeação do ex-ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) ou do ex-governador José Maranhão (Paraíba) para a diretoria de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal (CEF).
De acordo com informações de bastidores do governo, Palocci respondeu aos peemedebistas dizendo que o pleito será atendido nos próximos dias. Bastam alguns ajustes com a presidente, até porque o PMDB chega a ter até três candidatos para um único cargo, como é o caso dessa diretoria da Caixa.
O PMDB do Paraná corre por fora e tenta emplacar o nome do ex-deputado Rocha Loures (PR) para a mesma diretoria, de Loterias. Loures foi candidato a vice na chapa de Osmar Dias (PDT), derrotado pelo tucano Beto Richa na disputa pelo governo do Estado. Dias deve assumir uma diretoria da Itaipu Binacional.
Leia mais em PMDB mostra fatura por fidelidade a mínimo: cargos em bancos e estatais
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: Este é só o início da conta que o velho PMDB vai cobrar pela sua fidelidade canina. (Os cães são fiéis, mas também mordem).
(Blog do Noblat)
João Domingos e Eugênia Lopes, O Estado de S.Paulo
A fidelidade de toda a bancada do PMDB à presidente Dilma Rousseff na aprovação do salário mínimo de R$ 545 pela Câmara teve um preço.
O partido voltou a cobrar a nomeação de afilhados da legenda no segundo escalão do governo, principalmente aqueles que já estavam pré negociados, mas foram adiados pela presidente até a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado e da votação do salário mínimo.
O alvo prioritário do PMDB, agora, são os bancos oficiais.
A presidente Dilma Rousseff e o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) foram lembrados que o PMDB aguarda a nomeação do ex-ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) ou do ex-governador José Maranhão (Paraíba) para a diretoria de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal (CEF).
De acordo com informações de bastidores do governo, Palocci respondeu aos peemedebistas dizendo que o pleito será atendido nos próximos dias. Bastam alguns ajustes com a presidente, até porque o PMDB chega a ter até três candidatos para um único cargo, como é o caso dessa diretoria da Caixa.
O PMDB do Paraná corre por fora e tenta emplacar o nome do ex-deputado Rocha Loures (PR) para a mesma diretoria, de Loterias. Loures foi candidato a vice na chapa de Osmar Dias (PDT), derrotado pelo tucano Beto Richa na disputa pelo governo do Estado. Dias deve assumir uma diretoria da Itaipu Binacional.
Leia mais em PMDB mostra fatura por fidelidade a mínimo: cargos em bancos e estatais
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: Este é só o início da conta que o velho PMDB vai cobrar pela sua fidelidade canina. (Os cães são fiéis, mas também mordem).
(Blog do Noblat)
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Pensão de governador começa a cair.
Relatora de ação no Supremo, Cármen Lúcia considera benefício de ex-chefes do Executivo do Pará inconstitucional e defende sua suspensão
Mariângela Gallucci, O Estado de S. Paulo
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu ontem a suspensão do pagamento de pensões a ex-governadores. Ao votar a favor de uma ação na qual a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contesta a concessão do benefício a ex-chefes do Executivo do Pará, a ministra concluiu que o pagamento é inconstitucional.
Após o voto de Cármen Lúcia, José Antonio Dias Toffoli pediu vista, adiando a conclusão do julgamento.
Apesar de o tribunal estar analisando apenas um pedido de liminar, que é uma decisão provisória, ministros deram sinais de que vão adiantar o mérito e, possivelmente, declarar inconstitucional o benefício. No caso do Pará, a pensão equivale ao salário de desembargador, que é de cerca de R$ 24 mil.
Mariângela Gallucci, O Estado de S. Paulo
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu ontem a suspensão do pagamento de pensões a ex-governadores. Ao votar a favor de uma ação na qual a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contesta a concessão do benefício a ex-chefes do Executivo do Pará, a ministra concluiu que o pagamento é inconstitucional.
Após o voto de Cármen Lúcia, José Antonio Dias Toffoli pediu vista, adiando a conclusão do julgamento.
Apesar de o tribunal estar analisando apenas um pedido de liminar, que é uma decisão provisória, ministros deram sinais de que vão adiantar o mérito e, possivelmente, declarar inconstitucional o benefício. No caso do Pará, a pensão equivale ao salário de desembargador, que é de cerca de R$ 24 mil.
PMDB fidelidade canina ao Governo. A que preço?
Passava de uma da madrugada quando tocou o celular de Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara. Era Antônio Palocci.
“Henrique, meus respeitos e meus parabéns. O PMDB foi exemplar”, disse o chefão da Casa Civil da Presidência da República.
Auxiliado pelo vice-presidente Michel Temer, Henrique proveu ao governo, na votação do salário mínimo de R$ 545, uma unidade que o Planalto imaginava impossível.
Ainda eufórico por ter uniformizado no painel eletrônico da Câmara os 77 votos de sua bancada, Henrique falou ao blog. Vai abaixo a entrevista:
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: Eu fico aqui pensando qual será a recompensa que virar com esta demonstração de força, união, fidelidade canina e pragmatismo extremado do PMDB para com o governo Dilma. A recompensa virar nos próximos diários oficiais da união.
“Henrique, meus respeitos e meus parabéns. O PMDB foi exemplar”, disse o chefão da Casa Civil da Presidência da República.
Auxiliado pelo vice-presidente Michel Temer, Henrique proveu ao governo, na votação do salário mínimo de R$ 545, uma unidade que o Planalto imaginava impossível.
Ainda eufórico por ter uniformizado no painel eletrônico da Câmara os 77 votos de sua bancada, Henrique falou ao blog. Vai abaixo a entrevista:
OPINIÃO DO BLOGUEIRO: Eu fico aqui pensando qual será a recompensa que virar com esta demonstração de força, união, fidelidade canina e pragmatismo extremado do PMDB para com o governo Dilma. A recompensa virar nos próximos diários oficiais da união.
Cuidado, jornalista: criticar pode dar cadeia
Blogueiro no Rio Grande do Norte sofre três condenações a prisão, por críticas a prefeita, numa história que é uma aula de Brasil. E continua na moda, pelo país afora, o uso do Judiciário como instrumento para constranger a liberdade de expressão
Sylvio Costa, Congresso em Foco
Pra entrar no clima, só abrindo com pontos de exclamação. Treze, pra afastar assombração. O velho Aurélio aqui ao lado, deliciosamente jurássico em suas amareladas páginas de papel, esclarece:
“exclamação. Ato de exclamar; voz, grito ou brado de prazer, alegria, raiva, tristeza, dor”
Tirando o prazer e a alegria, tudo a ver. Vontade de gritar. De tristeza, dor, raiva e, principalmente, de espanto. A história é uma aula de Brasil.
Você acha que é ofensa alguém dizer de uma autoridade pública, eleita pelo voto, que ela “paga o preço por seu despreparo”? Ou que anda “empazinada de ansiolíticos e com vida em boa parte reclusa”? E se, sem citar nomes, o sujeito fala que o “sumo pontífice e sacerdotisa da Seita Songamonguista do Reino Azul-turquesa” devem “ajustar seus rituais”? Ofensa?
A juíza Welma Maria Ferreira de Menezes, do Juizado Especial Criminal de Mossoró (Rio Grande do Norte), entendeu que as três afirmações eram ofensivas, sim. E, por causa delas, condenou a cadeia, em três processos diferentes, o blogueiro Carlos Santos, 47 anos de idade e 26 de atuação profissional como jornalista. As punições foram iguais: um mês e dez dias de detenção, em cada uma das ações penais, com permissão para cumprir a pena fazendo doações (no valor de R$ 2.040,00 por processo) a entidades filantrópicas.
Com cerca de 250 mil habitantes e uma das mais prósperas cidades do Nordeste, Mossoró é o segundo município do estado – só perde para Natal – em população e força econômica. Esta, derivada em especial do petróleo, da extração de sal, da produção de frutas, do comércio e do turismo.
Uma cidade situada a meia distância (entre 260 e 270 km) da capital potiguar e Fortaleza e que se orgulha de ter importantes edificações históricas e uma indústria de comunicação expressiva: quatro jornais locais, dez emissoras de rádio e duas de TV aberta.
Uma cidade que... vai que é tua, Brasil... é administrada há 63 anos pela mesma família. Desde 1948, portanto. A família Rosado, a mesma da prefeita Fátima Rosado (DEM) e do seu irmão e chefe de gabinete, Gustavo Rosado (PV).
E também da deputada federal Sandra Rosado (PSB), que lidera a oposição a Fátima. E, ainda, da governadora e ex-senadora Rosalba Ciarlini (DEM), que se elegeu prefeita em 2000 disputando contra a Fátima, mas a ela se aliou nas duas eleições seguintes (2004 e 2008), e a quem Carlos Santos exime de responsabilidade em relação ao calvário que enfrenta.
O chefe de gabinete, Fátima e seu marido, o médico e deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), elegeram Carlos Santos como alvo de nove interpelações e 27 ações judiciais (cíveis e criminais). Uma foi arquivada, as outras 26 estão em andamento.
Somente no dia 23 de abril do ano passado o trio deu entrada em 11 processos contra o jornalista blogueiro. Que é um fenômeno da internet local.
Embora precária, quase heroicamente, Carlos consegue sobreviver com a publicidade que seu blog amealha. E o faz por causa da boa audiência, superior à de qualquer portal mantido na internet pelos tradicionais grupos de comunicação de Mossoró.
Leia mais em Cuidado, jornalista: criticar pode dar cadeia
Sylvio Costa, Congresso em Foco
Pra entrar no clima, só abrindo com pontos de exclamação. Treze, pra afastar assombração. O velho Aurélio aqui ao lado, deliciosamente jurássico em suas amareladas páginas de papel, esclarece:
“exclamação. Ato de exclamar; voz, grito ou brado de prazer, alegria, raiva, tristeza, dor”
Tirando o prazer e a alegria, tudo a ver. Vontade de gritar. De tristeza, dor, raiva e, principalmente, de espanto. A história é uma aula de Brasil.
Você acha que é ofensa alguém dizer de uma autoridade pública, eleita pelo voto, que ela “paga o preço por seu despreparo”? Ou que anda “empazinada de ansiolíticos e com vida em boa parte reclusa”? E se, sem citar nomes, o sujeito fala que o “sumo pontífice e sacerdotisa da Seita Songamonguista do Reino Azul-turquesa” devem “ajustar seus rituais”? Ofensa?
A juíza Welma Maria Ferreira de Menezes, do Juizado Especial Criminal de Mossoró (Rio Grande do Norte), entendeu que as três afirmações eram ofensivas, sim. E, por causa delas, condenou a cadeia, em três processos diferentes, o blogueiro Carlos Santos, 47 anos de idade e 26 de atuação profissional como jornalista. As punições foram iguais: um mês e dez dias de detenção, em cada uma das ações penais, com permissão para cumprir a pena fazendo doações (no valor de R$ 2.040,00 por processo) a entidades filantrópicas.
Com cerca de 250 mil habitantes e uma das mais prósperas cidades do Nordeste, Mossoró é o segundo município do estado – só perde para Natal – em população e força econômica. Esta, derivada em especial do petróleo, da extração de sal, da produção de frutas, do comércio e do turismo.
Uma cidade situada a meia distância (entre 260 e 270 km) da capital potiguar e Fortaleza e que se orgulha de ter importantes edificações históricas e uma indústria de comunicação expressiva: quatro jornais locais, dez emissoras de rádio e duas de TV aberta.
Uma cidade que... vai que é tua, Brasil... é administrada há 63 anos pela mesma família. Desde 1948, portanto. A família Rosado, a mesma da prefeita Fátima Rosado (DEM) e do seu irmão e chefe de gabinete, Gustavo Rosado (PV).
E também da deputada federal Sandra Rosado (PSB), que lidera a oposição a Fátima. E, ainda, da governadora e ex-senadora Rosalba Ciarlini (DEM), que se elegeu prefeita em 2000 disputando contra a Fátima, mas a ela se aliou nas duas eleições seguintes (2004 e 2008), e a quem Carlos Santos exime de responsabilidade em relação ao calvário que enfrenta.
O chefe de gabinete, Fátima e seu marido, o médico e deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), elegeram Carlos Santos como alvo de nove interpelações e 27 ações judiciais (cíveis e criminais). Uma foi arquivada, as outras 26 estão em andamento.
Somente no dia 23 de abril do ano passado o trio deu entrada em 11 processos contra o jornalista blogueiro. Que é um fenômeno da internet local.
Embora precária, quase heroicamente, Carlos consegue sobreviver com a publicidade que seu blog amealha. E o faz por causa da boa audiência, superior à de qualquer portal mantido na internet pelos tradicionais grupos de comunicação de Mossoró.
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